
Foto de ocasião, no centro Sua Excelência Ministra dos Combatentes e a sua direita a Directora Geral do IPHLLN
Maputo, 17 de Julho de 2026 – Realizou-se, na Cidade de Maputo, nas instalações do Centro de Interpretação em Homenagem aos Combatentes Perecidos durante a Luta de Libertação Nacional, o III Conselho Consultivo do Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN), sob o lema “IPHLLN, Firme na Recolha e Divulgação de Memórias de Combatentes”.
A cerimónia oficial de abertura foi dirigida por Sua Excelência Nyeleti Brooke Mondlane, Ministra dos Combatentes, e contou com a participação do Secretário Permanente do Ministério dos Combatentes, membros do Conselho Consultivo do Ministério dos Combatentes, do Colectivo de Direcção do IPHLLN, representantes de instituições académicas e de investigação, Combatentes da Luta de Libertação Nacional e parceiros de cooperação.
A Directora-Geral do IPHLLN, Alda Moiane Varela, na sua intervenção, destacou que o encontro teve como objectivo avaliar o grau de implementação das deliberações do conselho anterior, apreciar os relatórios sectoriais, analisar os projectos de investigação em curso e reflectir sobre estratégias para o fortalecimento da pesquisa, preservação e divulgação da História da Luta de Libertação Nacional, da Defesa da Soberania e da Democracia. O Conselho apreciou igualmente a projecção do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para o exercício de 2027.
No discurso de abertura, Sua Excelência Nyeleti Brooke Mondlane Ministra dos Combatentes, enfatizou a necessidade de reforçar os mecanismos de divulgação da História Nacional face aos desafios colocados pelas transformações tecnológicas e comunicacionais contemporâneas. Destacou, igualmente, a importância de promover uma produção científica cada vez mais robusta e acessível, capaz de preservar a memória dos Combatentes e fortalecer a identidade nacional junto das novas gerações.
Sua Excelência Nyeleti Brooke Mondlane, Ministra dos Combatentes
No quadro dos trabalhos, os participantes beneficiaram de uma palestra subordinada ao tema “Desafios da Pesquisa em História Oral: Precisão Cronológica, Esquecimento dos Factos e Desmotivação do Combatente”, apresentada pelo Professor Doutor Chapane Mutiua, da Universidade Eduardo Mondlane. A reflexão permitiu aprofundar o debate sobre os desafios metodológicos da investigação sobre a história baseada em testemunhos orais e a importância da preservação da memória colectiva como património nacional.
Após a apreciação dos relatórios apresentados pelos diferentes sectores do Instituto, o Conselho Consultivo recomendou o reforço da implementação dos memorandos de entendimento celebrados com instituições parceiras, a intensificação da recolha de depoimentos de Combatentes em todo o País, a expansão das exposições fotográficas e dos conteúdos audiovisuais sobre a História da Luta de Libertação Nacional, bem como a aceleração do processo de digitalização do património documental e fotográfico do Instituto.
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Palestra com Professor Doutor Chapane Mutiua e o Moderador Gerson Machava, Pesquisador do IPHLLN |
Alda Moiane Varela, Directora Geral do IPHLLN |
O Conselho destacou ainda a necessidade de fortalecer as parcerias científicas e institucionais, mobilizar recursos para a investigação histórica, melhorar os mecanismos de gestão e retenção de recursos humanos e consolidar as condições necessárias para o desenvolvimento sustentável das actividades de pesquisa e divulgação da memória histórica nacional.
Ao encerrar os trabalhos, o III Conselho Consultivo reafirmou o compromisso do IPHLLN com a investigação, preservação e divulgação da História da Luta de Libertação Nacional, da Defesa da Soberania e da Democracia, reconhecendo que o fortalecimento da memória histórica constitui um instrumento fundamental para a educação patriótica, a promoção da cidadania e a consolidação da identidade nacional.
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Foto de ocasião da mesa redonda
Maputo, Moçambique (30 de Junho de 2026) – No âmbito das celebrações do 25 de Junho, Dia da Independência Nacional, o Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN), em colaboração com a Escola Superior de Jornalismo (ESJ), realizaram Mesa-Redonda subordinada ao lema “ O Contributo da Imprensa na Preservação da Memória da Luta e na Consolidação da Soberania” .
O evento decorou no Centro de Interpretação em Homenagem aos Combatentes Perecidos Durante a Luta de Libertação Nacional, localizado na Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo, e enquadra-se nas actividades comemorativas dos 51 anos da Independência Nacional. A sessão de abertura, foi dirigida pela Diretora-Geral do IPHLLN, Alda Moiane Varela , e reuniu acadêmicos, investigadores, jornalistas, estudantes e profissionais da comunicação social para uma reflexão aprofundada sobre o papel da imprensa na construção da memória histórica e na defesa da soberania nacional.
A mesa-redonda foi estruturada em três eixos temáticos. O primeiro, intitulado “Do Arquivo Histórico à Redacção: Como Contar a Luta de Libertação Hoje” , foi apresentado pelo Dr. Simão Jaime, técnico do Arquivo Histórico de Moçambique e investigador. O segundo tema, “A Imprensa nos 51 Anos de Independência: Conquistas e Desafios” , esteve a cargo do Mestre Bernardo Nakatembo, antigo Diretor do IPHLLN. O terceiro painel, “O Jornalismo do Futuro e a Defesa da Soberania na Era Digital” , foi apresentado pelo Dr. Isaías Carlos Fuel, docente da Escola Superior de Jornalismo.
A moderação dos debates foi assegurada por Gerson Machava, do IPHLLN, e por Augusto Macucule, da Escola Superior de Jornalismo.
Na sua intervenção de abertura, a Direção-Geral do IPHLLN destacou a importância da participação de investigadores, académicos e profissionais da comunicação social na análise dos desafios contemporâneos do jornalismo e do seu contributo para a preservação da memória colectiva. Alda Moiane Varela sublinhou que a diversidade de perspectivas e a partilha de experiências específicas elementos fundamentais para a identificação de soluções inovadoras e eficazes face aos desafios que se colocam actualmente à comunicação social e à valorização da História da Luta de Libertação Nacional.
Segundo o dirigente, a imprensa desempenha um papel estratégico na transmissão dos valores da independência às novas gerações, na valorização dos feitos históricos do povo moçambicano e no fortalecimento da consciência patriótica, fatores essenciais para a consolidação da soberania nacional.
A iniciativa teve como objetivo principal promover um debate aberto, inclusivo e participativo sobre a relação entre a História da Luta de Libertação Nacional e o jornalismo, analisando o papel desempenhado pelos órgãos de comunicação social na preservação da memória histórica, na promoção da identidade nacional e na defesa dos ideais que nortearam a conquista da independência.
Paralelamente à mesa-redonda, o IPHLLN promoveu uma Exposição Fotográfica que retrata momentos marcantes da Luta de Libertação Nacional, evidenciando a determinação, coragem e heroicidade do povo moçambicano na resistência ao colonialismo português, bem como algumas das principais conquistas alcançadas pelo país após a independência. Foi igualmente realizada uma Feira do Livro dedicada à divulgação de obras sobre a História da Luta de Libertação Nacional, a construção do Estado moçambicano e a trajetória de desenvolvimento do país.
O evento contou com a participação de estudantes e docentes da Escola Superior de Jornalismo, investigadores e técnicos do IPHLLN, jornalistas e outros profissionais da comunicação social, que partilharam experiências e reflexões sobre os desafios e oportunidades do exercício do jornalismo em Moçambique, num contexto marcado pela transformação digital e pela crescente necessidade de salvaguardar a memória histórica e a soberania nacional.
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Foto de ocasião do IV Seminário Metodológico
Trata-se de Seminários Metodológicos Cíclicos que tiveram início em Angola, onde foi feito o _concept note_ referente ao índice indicativo dos métodos de pesquisa, à identificação e sincronização das fontes de informação em várias frentes: educação, cultura, produção, frente armada e participação clandestina da mulher na luta, entre outras.
No seu discurso de abertura, a Ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, referiu que Moçambique, ao acolher a assembleia de investigadores, Combatentes e Guardiões da memória histórica nacional dos PALOP, "não estamos simplesmente a ocupar um espaço físico de debate académico, estamos, sim, a honrar um solo sagrado que, tal como o de cada uma das nossas nações irmãs, foi regado com o sangue dos filhos e filhas de África, que consagraram as suas vidas ao ideal supremo de liberdade e da dignidade dos nossos povos".
O governante avançou afirmando que, a realização do Seminário supra, em situações adversárias, descrevendo por cheias que assolam as regiões centro e sul de Moçambique que têm vidas ceifadas, infraestruturas destruídas e deslocadas centenas de milhares de cidadãos, reafirma o compromisso inabalável do Estado moçambicano com a preservação da memória histórica e o fortalecimento dos laços de fraternidade entre os povos dos PALOP.
O IV Seminário Metodológico do HLLN dos PALOP que ocorre em Moçambique, cidade de Maputo, de 28 a 30 de Janeiro corrente. conta com o testemunho vivo dos Combatentes de Moçambique Joaquim Chissano, Óscar Monteiro, Eduardo Nihia e Armando Panguene, e de Angola, Luzia Inglês Vandúnem.
O evento contou com a participação de investigadores dos 5 países membros dos PALOP, coordenadores supranacionais e nacionais, e Combatentes da Luta de Libertação Nacional.
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Maputo, Moçambique (25 de Fevereiro de 2025) – No âmbito das celebrações do Mês dos Heróis Nacionais, assinalado a 3 de Fevereiro, data instituída para homenagear os moçambicanos que, com coragem e espírito de sacrifício, deram as suas vidas na Luta de Libertação Nacional, o Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) está a promover, ao longo do mês de Fevereiro, um conjunto de actividades culturais e educativas, com vista à preservação da memória histórico e à valorização do legado dos heróis nacionais.
As celebrações incluem uma exposição fotográfica, feira do livro e palestras subordinadas ao lema “50 Anos de Independência: Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”, patente no Monumento e Centro de Interpretação em Homenagem aos Combatentes Perecidos Durante a Luta de Libertação Nacional.

No curso das atividades, o Centro de Interpretação recebeu, nesta quarta-feira, uma visita do Comando do Exército da Cidade de Maputo. Durante a visita, os militares tiveram a oportunidade de compreender o significado dos nomes gravados na parede memorial em honra aos Combatentes Perecidos, bem como de apreciar a exposição fotográfica que retrata momentos marcantes da história da Luta de Libertação Nacional.
Nesta visita, contornou igualmente a presença do Combatente Manuel Perpétua Benjamim, Veterano da Luta de Libertação Nacional, que partilhou com os militares recentemente enquadrados, sobre o percurso histórico da luta de Libertação, desde o período colonial até à proclamação da Independência Nacional, em Junho de 1975.
Na sequência, os militares saudaram a iniciativa, afirmando que, embora já conhecessem o local, não compreenderiam plenamente o significado simbólico do monumento. Os instrutores manifestaram ainda o interesse em levar mais eficazes de sua unidade ao visitar aquele espaço de relevante interesse histórico e patriótico.
No final das atividades, o IPHLLN ofereceu ao Comando do Exército exemplares de livros obtidos pela instituição, fruto de pesquisa e investigação histórica, destinados ao enriquecimento do acervo da biblioteca daquela unidade militar.
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A Ministra dos Combatentes, Josefina Mpelo, visitou no passado dia 03 de Março corrente, o Centro de Interpretação em Memória aos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (CIMCLLN) para se inteirar do seu funcionamento e discutir com a Direcção do IPHLLN mecanismo de sustentabilidade. O empreendimento, localizado ao Largo da Praça dos Combatentes, na Cidade de Maputo, é operacionalizado e gerido pelo Instituto de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional (IPHLLN) desde a sua inauguração em 2019, pelo Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique.
Josefina Mpelo foi recebida pelo colectivo de Direcção, que o acompanhou na visita guiada que a governante efectuou ao mural com os nomes dos combatentes tombados na luta pela independência nacional, entre 1964 e 1974.
MA Ministra dos Combatentes, Josefina Mpelo, na visita ao mural com os nomes dos combatentes tombados na luta pela independência de Moçambique. |
O Director-Geral do IPHLLN durante a apresentação à Ministra dos Combatentes do relatório de actividades do Centro de Interpretação |
No percurso do mural, de cerca de 60 metros de comprimento, a Ministra dos Combatentes recebeu explicação sobre as circunstâncias em que muitos combatentes tombaram, fundamentalmente nas frentes de Cabo Delgado, Niassa, Tete, Zambézia, Manica e Sofala.
No Salão das Exposições, Josefina Mpelo visitou a exposição permanente e reuniu-se com a Direcção do IPHLLN e com os funcionários afectos ao Departamento de Documentação e Informação.
No encontro, o Director-geral do IPHLLN, Bernardo Nakatembo, apresentou o informe sobre as actividades realizadas entre 2019, o ano da inauguração até 2022, no qual destacou o contexto em que surgiu o CIMCLLN, ressalvando o papel desempenhado pelo Tenente-General na Reserva Raimundo Domingos Pachinuapa nesse processo.
O Centro de Interpretação surgiu na sequência de uma proposta do General Raimundo Pachinuapa, que foi o Comandante da FRELIMO, em Cabo Delgado durante a Luta de Libertação Nacional. Foi ele que sugeriu a construção de um mural com os nomes dos camaradas seus tombados nessa epopeia libertária.
De acordo ainda com o Director-Geral, a proposta foi analisada, aprovada e melhorada pelo Governo, que desembolsou os fundos para a construção do presente Centro de Interpretação e do Monumento da Praça dos Combatentes.
Adiante, o Director-Geral do IPHLLN apresentou de forma sucinta o relatório de actividades do CIMCLLN, destacando a realização de exposições, visitas guiadas, feiras de livros e seminários, bem como o apoio prestado aos pesquisadores e aos estudantes que visitam a instituição para enriquecerem os seus trabalhos de pesquisa.
A título de exemplo, Bernardo Nakatembo apontou as actividades realizadas no mês de Fevereiro, nomeadamente a exposição alusiva ao mês do Heróis Moçambicanos e a mesa-redonda sobre “Noções Metodológicas de Pesquisa da História” que tiveram lugar naquele recinto.
Após ouvir o informe, a Ministra dos Combatentes disse que a visita que efectuou visava conhecer melhor o Centro de Interpretação e as actividades que realiza, bem como informar-se sobre o funcionamento e gestão.
Na reunião, Josefina Mpelo desafiou a instituição a definir bem as suas atribuições, para desfazer a percepção segundo a qual há sobreposição com as actividades do Museu da Revolução.
No final da visita, a Ministra dos Combatentes encorajou a Direcção do IPHLLN para potenciar o Centro de Interpretação e enriquecer o espólio de que dispõe, a fim de torná-lo num local turístico e de pesquisa de referência, onde se deve narrar a trilha da história da Luta de Libertação de Moçambique.

A Ministra dos Combatentes, Josefina Mpela, pousou para a posteridade com os membros da Direcção e funcionários do IPHLLN
A ideia de criação de um Centro de Interpretação em Memória dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional foi do Tenente-General na reserva Raimundo Pachinuapa. Em Fevereiro de 2011 foi debatida na 3ª Sessão do Comité Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional. Em seguida foi encaminhada para o Conselho de Ministro para a sua materialização, com o objectivo de valorizar os combatentes perecidos durante a Luta de Libertação Nacional.
Com efeito, o Ministério dos Combatentes levou a cabo, entre 2011 a 2014, a pesquisa e o registo de nomes de combatentes perecidos nas diversas frentes, incluindo nas prisões e cadeias da PIDE/DGS. Em 2019, Sua Excelência Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, procedeu à inauguração do Centro de Interpretação e do Memorial da Praça dos Combatentes.
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